É bem sabido que há todo o tipo de livros neste planeta. Livros para colorir, para queimar na fogueira, para proibir e até para ler, vejam lá!
Há livros de cozinha com o Astérix, tratados de astronomia baseados no “facto” de a Terra ser plana e deslocar-se em cima de 4 elefantes situados no topo de uma carapaça de uma tartaruga gigante e muitos outros manuscritos de valor maior ou igual aos dos exemplos mencionados.
Contudo, venho-vos falar de um outro livro. Um livro cuja existência me foi revelada há alguns dias, em plena cantina do Instituto Superior Técnico, situada no campus Alameda. Como o ser humano que sou, encontrava-me no mesmo local, a ingerir a refeição denominada de “almoço”.
Depois de me ter servido da alternativa menos má e do combustível com sabor a laranja, arranjei um assento para instalar o meu vasto traseiro. Num dos lugares circundantes, encontrava-se uma jovem moçoila indistinta, igual a tantas outras. Depois deste singelo elogio, creio que posso passar à explicação que implica este incidente com o tema em geral do post.
A rapariga em questão partilhava da opinião da maioria das pessoas que se encontravam no mesmo compartimento do edifício em questão, logo também estava a almoçar. E se há quem consiga almoçar sem fazer mais nada ao mesmo tempo, há quem prefira entreter-se com outras actividades: quem está com companhia, costuma dialogar/trocar insultos com a dita cuja; quem está sozinho costuma encontrar outras coisas – eu ouvia música já que ainda não há comida que se ingira com ajuda dos tímpanos, e ela parecia entretida com um livro.
Livro esse, que é a génese deste post. A primeira impressão que dava é que seria um manual antigo, devido ao tipo de letra e forma como o texto estava distribuído, e não é que eu não estava completamente errado ao tirá-la. Era de facto um manual. (mais…)