Continuando na onda das primeiras piadas (as segundas piadas, ao que parecem, nunca foram muito apreciadas, mas é capaz de ter algo a ver com a palavra “segunda” e o dia com que partilham a designação), e após cobrir grandes e nobres áreas do conhecimento humano, passa-se à Herdade da Tabela, esse refúgio de exilados e abusados, como o Cálcio (o sapato, o “téne”, o chinelo, o que quiser), o Magnésio, o Manganésio (a versão alentejana do Magnésio), o Fósforo, o Fog-… vocês percebem.
A Herdade da Tabela atribui uma pequena parcela da sua extensão, associada a um número pré-definido, a cada um dos habitantes, e pode ser observada em qualquer sala de aula com pretensões de ensinar qualquer tipo de química em condições. Seja ela química orgânica, piânica, xilofónica ou até crávica, exige sempre a presença de pelo menos uma imagem relativa ao sítio em questão. São tão meticulosos na manutenção da propriedade, que, entre as várias divisões pouco mais existe que uma pequena e ténue divisória, e mesmo essa só aparece em alguns casos.
E há regiões para todos os gostos: metais alcalinos (que não vivem em pilhas), elementos de transição (onde se encontra um pouco de tudo: Ósmio, Irídio, Platina, Volfrâmio, etc. Confesso que o Volfrâmio não é um exemplo feliz, já que um dos seus principais fornecedores se situou em tempos na Panasqueira, atraindo toda uma série de controvérsias, desquádrias e antisonétios.
Vim fazer este post em defesa do inquilino número 3, o Lítio. (mais…)