Falo da perspectiva “Bom Português”, de que muitos de vocês já terão ouvido falar. Consiste em falar e escrever correctamente a Língua Portuguesa, e as pessoas que me conhecem sabem que sou bastante exigente nesse aspecto (coisa que, a meu ver, é uma virtude, e não um defeito).
Um excerto cuja leitura vos proponho é apenas um slogan de uma marca de cereais de pequeno-almoço (curiosamente, nunca ouvi falar em cereais de lanche, portanto, enquanto esses não chegam, vou comendo bolachas ou outras coisas…). Esses cereais são os Clust*rs, da N*stlé. Fiz um recorte de uma embalagem, que por acaso até tenho usado como marcador de livros (o recorte, não a embalagem). Esse tal recorte diz o seguinte:
“A combinação de sabores que não vai conseguir resistir!“
E agora, pergunto-vos eu… o que é que isto tem de errado? (E a resposta não é ‘nada’ – há algo de errado, sim)
Sabemos que há qualquer coisa de errado quando um erro destes passa por vários revisores e é impressa em milhares de embalagens…
P.S. Coloquei o asterisco no ‘e’ de Clusters, senão arriscava-se a que parecesse Clisters – e acho que esses cereais não haviam de ter muita saída…
P.P.S. O erro é faltar a preposição ‘a’ antes do ‘que’. Ou seja, ‘A combinação de sabores A que não vai resistir’. Caso contrário, seria ‘A combinação de sabores que não vai resistir (a qualquer coisa).
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E a parte em que se insulta o público ao explicitar o que está errado no slogan em questão?
É que ser artista tem esses perks que se deve fazer por cumprir.
Oh, vá lá, é óbvio.
A que é que a combinação de sabores não vai resistir, mesmo?
Pois é pois é… o que será? Mistério…
Eu sei muito bem qual é o erro, mas só fica bem insultar o público, e como não podemos gritar “he’s a n*gger!” como certos comediantes americanos, é preciso encontrar os meios adequados.